Desembargador rejeita pedido de Palocci e ação continua na Lava Jato

    Defesa de ex-ministro ressaltou que o desembargador teria manifestado publicamente seu apreço às decisões de Moro, o que colocaria sob suspeita sua atuação

    Foto: Divulgação

    Palocci

     

    O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), rejeitou hoje, em decisão liminar, a exceção de suspeição criminal movida pela defesa do ex-ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma). As informações foram divulgadas pelo TRF4 (50434933120164040000/TRF).

    Palocci foi preso na Operação Omertà, 35.ª fase da Lava Jato. A Procuradoria da República e a Polícia Federal sustentam que o ex-ministro captou R$ 128 milhões da empreiteira Odebrecht e repassou parte desse valor para o PT. A defesa de Palocci nega enfaticamente atos ilícitos a ele atribuídos.

    O desembargador Gebran rejeitou ainda exceção de suspeição movida por Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, que também foi preso na Omertà. A exceção de suspeição agora será submetida a julgamento de mérito. Até essa sessão, ainda sem data marcada, os processos relacionados à Lava Jato seguem sendo analisados por Gebran normalmente.

    Os advogados de Palocci e Branislav questionaram a condição de imparcialidade do relator para julgar os processos relacionados à referida operação. Segundo a defesa, Gebran “teria estreitos e profundos laços de amizade com o juiz Sérgio Moro, com relação de compadrio entre ambos”. Moro conduz as ações penais da Lava Jato em primeiro grau judicial.

    A defesa de Palocci e Branislav ressaltaram que o desembargador Gebran teria manifestado publicamente seu apreço às decisões de Moro, o que colocaria sob suspeita sua atuação. Conforme Gebran, “não há suporte jurídico na postulação, que traz premissas falsas”.