Desembargador será denunciado após julgamento do caso Carandiru

    Ivan Sartori responderá ao CNJ por abuso e falta de isonomia e impessoalidade no julgamento dos policiais que participaram do massacre no presídio

    Foto: Divulgação TJ-SP

    O desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, será denunciado nesta terça (18) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por abuso e falta de isonomia e impessoalidade no julgamento dos policiais que participaram do massacre do Carandiru. A reclamação disciplinar, assinada por dezenas de entidades ligadas aos direitos humanos, será encaminhada à presidente do órgão, Cármen Lúcia, conforme a coluna de Monica Bergamo desta segunda-feira (17).

    No dia 27 de setembro, Sartori votou pela absolvição de 74 policiais e alegou que não houve massacre, e sim legítima defesa. Em seguida, o desembargador afirmou em redes sociais que a cobertura da imprensa era tendenciosa e que ele se perguntava se o crime organizado financiava parte da mídia e também as organizações de direitos humanos.

    Entre as entidades que vão assinar o documento estão o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Conectas Direitos Humanos, a Justiça Global, o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e os institutos Sou da Paz e Vladimir Herzog.