Desentendimento entre Valmir e Rui foi superado, garante o deputado

    Parlamentar baiano no Congresso disse que já restabeleceu relação com Rui e rusga sobre o MST foi resolvida

    Foto: Fernanda Chagas/bahia.ba

    O deputado federal Valmir Assunção (PT) comentou ao bahia.ba sobre o desentendimento que teve com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veio à Bahia para o lançamento do Plano Plurianual (PPA) Participativo em Salvador. O parlamentar garante que a rusga foi pontual e que a questão já foi superada com Rui.

    No evento do dia 11 de maio na capital baiana, segundo Assunção, o ex-governador da Bahia teria proibido a participação de integrantes do Movimento Sem Terra (MST) ao lado do presidente. A partir disso, o deputado publicou em suas redes sociais que não iria ao encontro petista.

    “A questão com o ministro Rui Costa é uma questão pontual e esse debate foi com o Movimento Sem Terra porque o MST, quando foi colocado que o MST não seria bem-vindo ao palanque do presidente Lula. Foi essa a questão e eu tomei uma posição de solidariedade ao MST. Eu sou militante do movimento agrário e a um projeto de reforma agrária. A bandeira que eu defendo, reforma agrária, agricultura familiar e movimento social. Eu não podia estar presente diante do que foi colocado e foi um movimento de que não poderia participar. Mas foi uma questão pontual. Eu já mandei a mensagem pra ele, já estamos conversando, porque são coisas que têm que ser superadas”, garantiu Valmir, apontando que a página foi virada e ele e Rui fazem parte do mesmo grupo político e têm os mesmos objetivos para o futuro da Bahia e do Brasil.

    CPI do MST

    Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, que foi instalada na quarta-feira (19) na Câmara dos Deputados e que tem no seu comando pessoas aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com parlamentares da oposição ocupando postos importantes no colegiado, o petista, assim como adiantou ao bahia.ba, atuará para tentar defender o legado dos Sem Terra e impedir que os bolsonaristas criminalizem o movimento.

    “Vejo a CPI com muita naturalidade. Acho que a CPI é um instrumento importante do Legislativo, mas ao mesmo tempo, essa CPI serve pra criar um palanque para os bolsonaristas. Nós vamos trabalhar muito pra poder mostrar que essa CPI ela, além de ser um palanque de bolsonaristas, eles querem criminalizar os movimentos sociais e nós vamos mostrar que é parte do agronegócio que não paga o ITR, são sonegadores, tem trabalho escravo, tem crime ambiental, vamos debater isso”, destacou Valmir Assunção, que foi escalado para ser um dos membros titulares da base de Lula no colegiado.

    Ao bahia.ba, Valmir comentou ainda da relação do governo Lula com o MST e se o petista tem atendido as expectativas dos trabalhadores sem terra.

    “O governo criou o Ministério do Desenvolvimento Agrário [MDA]. O governo restabeleceu a força do Incra, ou seja, o governo, nesses poucos meses, tem dado sinais e ações não só para o MST, mas para todos movimentos da sociedade brasileira. Por isso que resgatou uma série de políticas e estabeleceu o lema: ‘O Brasil voltou’. Voltou, porque voltou com as políticas públicas que ele estabeleceu nos dois primeiros mandatos e no mandato da presidente Dilma e é isso que nós vamos continuar fazendo”, prometeu o deputado.