Publicado em 15/08/2018 às 11h27.

Desistência de Gualberto é mais um baque no time de Zé Ronaldo

No frigir dos ovos, o perdedor maior é Zé Ronaldo. Perde uma liderança expressiva

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir”

Clarice Lispector, escritora ucraniana que se declarava pernambucana (1920-1977)

Fotos: divulgação / edição bahia.ba
Fotos: divulgação / edição bahia.ba

 

O deputado federal João Gualberto, presidente do PSDB na Bahia, surpreendeu o mundo político ontem ao fazer o anúncio bombástico: desistiu de disputar a reeleição (ele chegou a registrar a candidatura). Ou, como disse o próprio, não se adaptou bem à vida parlamentar.

Gualberto diz que foi por oito anos prefeito de Mata de São João e gostou. Decidiu mudar para Brasília e não gostou:

— Eu cometi um erro. Há muito vinha refletindo sobre desistir, mas a decisão é difícil, porque na política a gente cria laços afetivos, e isso me segurou. Mas concluí que não estou mais para isso. Vou me sentir bem melhor cuidando dos meus negócios.

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Ele até topou integrar a chapa majoritária da oposição quando ACM Neto ainda era cogitado, como vice. Quando Neto desistiu, lançou-se candidato ao governo dizendo que seria vice de Neto, mas não de quem ele mandava. Acabou compondo com Zé Ronaldo.

No PSDB, muitos lamentos, mas surpresa nem tanto. Gualberto já vinha dando sinais da insatisfação com o parlamento. O partido, que tem nove candidatos a deputado federal, planejava eleger três, o próprio Gualberto, Antonio Imbassahy e o estadual Adolfo Viana.

O espólio político de Gualberto será rateado entre os tucanos mesmo, e agora o partido foca em eleger dois. No frigir dos ovos, o perdedor maior é Zé Ronaldo. Perde uma liderança expressiva.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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