Desprestígio? Juca é homenageado na AL-BA sem presença de autoridades

    Homenagem, proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT), não contou sequer com a participação de petistas; Nem mesmo o presidente Ângelo Coronel (PSD) compareceu

    Foto: Rodrigo Daniel Silva/ bahia.ba

    Sem a presença de grandes autoridades, como o governador Rui Costa e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, o ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu, na manhã desta sexta-feira (10), a Comenda 2 de Julho, honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia a personalidades com destaque que contribuíram com o estado.

    A homenagem, proposta pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT), não contou sequer com a participação da maioria dos 12 petistas da Casa, a exceção de Maria Del Carmen e Bira Corôa. Prestigiaram o evento, no entanto, a senadora Lídice da Mata (PSB) – que chegou com mais de 1h30 de atraso – e integrantes do seu partido como a parlamentar Fabíola Mansur e o vereador Sílvio Humberto. Nem mesmo o presidente da AL-BA, Ângelo Coronel (PSD), compareceu.

    Perguntado pelo bahia.ba sobre o “desprestígio”, o deputado Galo atenuou: “É um problema de agenda de cada um, mas tivemos a presença massiva de personalidades do mundo cultural. Isso que é fundamental”.

    Em sua fala, o proponente do tributo teceu elogios a Juca, ressaltou o papel dele no Ministério para a “resignificação da cultura” e leu mensagens de congratulações enviadas, segundo ele, pelo cantor Gilberto Gil, pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e pelo ex-presidente Lula. Já quase no final do discurso, Galo puxou um coro de “Fora, Temer”. Já o ex-ministro frisou que completa 50 anos de vida pública em 2017, lembrou da sua luta contra a ditadura militar, do período de clandestinidade e do exílio.

    No plenário, os assentos foram ocupados por representantes da área cultural. Alguns deles defendem nos bastidores a nomeação de Juca na Secretaria de Cultura para substituir Jorge Portugal.