Dino tem 2ª pior votação no Senado entre atuais ministros do STF

    Resultado demonstra apenas 60% de votos favoráveis

    Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    Com uma votação apertada, o ministro da Justiça, Flávio Dino, teve o nome aprovado pelo plenário do Senado para vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o titular da pasta teve 47 votos a favor e 31 contra, sendo o segundo pior desempenho entre os atuais ministros do STF.

    O resultado demonstra apenas 60% de votos favoráveis. O primeiro a ter o pior desempenho foi o atual ministro da Suprema Corte, André Mendonça, com a taxa de aprovação de 59% dos senadores presentes no plenário. Anteriormente, o ministro também registrou a maior rejeição em sabatina entre os atuais ministros do STF. Foram 17 votos a favor e 10 contra, o equivalente a 62,9% de aprovação.

    Já Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL), em 2021. Designado pelo ex-chefe do Executivo como detentor de um perfil “terrivelmente evangélico”, Mendonça teve 47 votos favoráveis e 32 contra, ou seja, 59,5% dos votos no Senado.

    Veja o placar das votações no plenário do Senado:

    Cristiano Zanin, em 2023 – indicado por Lula: 58 votos a favor e 18 contra (76,3% de aprovação).

    André Mendonça, em 2021 – indicado por Jair Bolsonaro: 47 votos a favor e 32 contra (59,5% de aprovação).

    Kassio Nunes Marques, em 2020 – indicado por Jair Bolsonaro: 57 votos a favor e 10 contra (85,1% de aprovação).

    Alexandre de Moraes, em 2017 – indicado por Michel Temer: 55 votos a favor e 13 contra (80,9% de aprovação).

    Edson Fachin, em 2015 – indicado por Dilma Rousseff: 52 votos a favor e 27 contra (65,8% de aprovação).

    Luís Roberto Barroso, em 2013 – indicado por Dilma Rousseff: 59 votos a favor e 6 contra (90,8% de aprovação).

    Rosa Weber, em 2011 – indicado por Dilma Rousseff: 57 votos a favor e 14 contra (80,3% de aprovação).

    Luiz Fux, em 2011 – indicado por Dilma Rousseff: 68 votos a favor e 2 contra (97,1% de aprovação).

    Dias Toffoli, em 2009 – indicado por Lula: 58 votos a favor e 9 contra (86,6% de aprovação).

    Cármen Lúcia, em 2006 – indicado por Lula: 55 votos a favor e 1 contra (98,2% de aprovação).

    Gilmar Mendes, em 2002 – indicado por Fernando Henrique Cardoso: 57 votos a favor e 15 contra (79,2% de aprovação).