Dino terá de responder sobre violência, ‘dama do tráfico’ e 8/1 em sabatina

    Indicação do ministro da Justiça ao STF repercutiu negativamente entre os parlamentares de oposição, que acusaram Lula de 'politizar' a corte

    Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

     

    Em meio à tensão entre o STF e o Senado Federal, o ministro Flávio Dino deverá ser questionado na sabatina sobre pautas em discussão na Corte que foram alvo de retaliação dos senadores, como a descriminalização das drogas e do aborto. As informações são do portal UOL.

    A indicação de Dino ao STF repercutiu negativamente entre os parlamentares de oposição. Eles acusaram Lula de “politizar” o Supremo.

    Senadores ouvidos pelo UOL afirmam que as estratégias ainda serão discutidas, mas já estão no radar perguntas polêmicas. Os temas são: a trajetória política de Dino na esquerda, além da atuação dele à frente da pasta nos ataques golpistas de 8 de janeiro, no combate a violência e na ida da “dama do tráfico” ao ministério.

    Adversários do governo afirmam que já têm um “dossiê do Dino” praticamente pronto. Mas a habilidade política ministro é citada como um fator de “alívio” pelos governistas.

    Aliados do Palácio do Planalto estão cientes de que a escolha deve ser usada por bolsonaristas como uma tentativa de desgastar o governo.

    Nesta segunda-feira (27), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), elogiou o trabalho de Dino como ministro da Justiça e defendeu seu nome no STF. “Flávio Dino tem competência para assumir, caso seja o indicado. Ele vem fazendo um belo trabalho no ministério da Justiça. Esteve na Bahia duas vezes, inclusive naquele momento em que estávamos passando por uma dificuldade de segurança”, disse Jerônimo em foi dada ao lado da ministra da Saúde, Nísia Trindade.

    Nísia também fez coro ao governador. “O ministro Flávio Dino tem feito um trabalho fantástico no ministério, que tem trabalhado de forma integrada. Da mesma maneira, o senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado. Acho que ambos são excelentes opções, mas caberá ao presidente da República fazer essas indicações”.