Dodge pede rejeição de pedido de liberdade de Lula: ‘Não é perseguido político’

    Manifestação foi feita por meio de parecer enviado ao ministro Edson Fachin, responsável pelos casos relacionados à Operação Lava Jato no STF

    Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

    A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A análise do habeas corpus do petista está marcada para a próxima terça-feira (4).

    Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o pedido consta de um parecer enviado ao ministro Edson Fachin, responsável pelos casos relacionados à Operação Lava Jato na Corte.

    Em um documento de 35 páginas em que se manifesta pela rejeição do pedido de liberdade de Lula e de suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, Dodge escreve que o fato de a condenação de 1ª instância, seguida da prisão provisória e da inelegibilidade de Lula, terem sido confirmadas sucessivas vezes por inúmeras instâncias judiciais “apresenta-se como elemento objetivo robusto a demonstrar que ele não é um perseguido político, mas, sim, um cidadão que está sendo, justamente, repreendido pelo Estado, em razão dos crimes que praticou.”

    A defesa de Lula entrou com um novo habeas corpus no STF no início de novembro, depois que Moro aceitou convite para ser ministro da pasta da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Para Raquel Dodge, porém, é “absolutamente impróprio” que o ex-presidente, “inconformado com as decisões proferidas ao longo dos mencionados incidentes processuais”, resolva renovar a discussão sobre sua liberdade em mais um habeas corpus.