E a mídia do Sul? Olha para cá com jeito de que o centro do mundo é lá

    Num país de dimensão continental como o Brasil, estados com características e interesses afins se uniram num mesmo objetivo. Mas a mídia sulista nem tchum

    consorcio nordeste foto fernando vivas gov ba

     

    O Consórcio Nordeste, sacramentado anteontem em Salvador pelos governadores nordestinos, serviu também para expor outro tipo de discriminação que essa sofrida banda do país enfrenta, a midiática, das redes nacionais de televisão.

    Veja você. Se o Bahia ou o Vitória estiver jogando com Flamengo ou Corinthians, por exemplo, com transmissão em rede nacional, num daqueles dias excepcionais, em que o baiano dá as cartas em campo, fica nítido que o narrador tem lado. Não é o time de cá que joga bem. É o de lá que está mal.

    Nem tchum

    Esta visão caolha, tipo colonialista, que só enxerga de cima para baixo, tão nítida no futebol, também se dá noutros campos, inclusive na política, é óbvio.

    O Consórcio Nordeste, lançado pelos mandatários nordestinos, homens que têm a chave do cofre e a caneta para direcionar o dinheiro, é uma revolução na administração pública.

    Rui Costa citou como exemplo que antes cada hospital da rede pública na Bahia fazia suas compras isoladamente. Só por unificar a fonte compradora, a redução de preços de aparelhos hospitalares e remédios caiu 50%.

    Óbvio que tal modelo, a conjugação de esforços para atração de investimentos, significa um enorme passo adiante. Num país de dimensão continental como o Brasil, estados com características e interesses afins se uniram num mesmo objetivo. Mas a mídia sulista nem tchum. Não veio de lá…