E como fica a Bahia com a vitória de Bolsonaro? Resposta, só mais adiante

    Rui vai ter que tocar o plano B, focado principalmente na conclusão das obras já em andamento

    Frase da vez

    “Um pessimista é um homem que olha para ambos os lados antes de atravessar uma rua de sentido único”

    Laurence Peter, educador canadense (1919-1990)

    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal
    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal

     

    Conforme o previsto, Jair Bolsonaro aniquilou os tucanos no primeiro turno e bateu o PT no segundo, vitória que suscita uma série de interrogações. A principal delas, para os baianos, é sobre a governança.

    Se Rui Costa, o governador reeleito, foi arauto da campanha de Haddad, Bolsonaro vai retaliar a Bahia ou vai adotar a política da boa vizinhança em nome da governabilidade?

    Na Bahia, no primeiro turno Haddad teve 60,28% dos votos contra 23,41% de Bolsonaro. No segundo, os dois cresceram, mas Haddad pulou para 72,50%, ou 12 pontos a mais, enquanto Bolsonaro foi para 27,50%, 4 pontos a mais.

    Demandas baianas

    Rui já tinha preparado dois planos para tocar a vida, o A e o B. O A com Haddad lá, o dos sonhos, o B com a derrota, que aconteceu. Vai ter que tocar o B, focado principalmente na conclusão das obras já em andamento.

    Fora o varejo, que tem muita importância no conjunto, as duas grandes demandas baianas são a conclusão da Fiol, que Bolsonaro em campanha prometeu, e a ponte Salvador-Itaparica, que precisa da participação federal em quase R$ 1 bilhão.

    Após a vitória Bolsonaro, em tom conciliador, disse que seria presidente do Brasil ‘de norte a sul’. Haddad, em seu pronunciamento, afirmou que faria uma oposição colocando os interesses do país acima de tudo. Claro que há muito a conferir. O resto é o que importa, a margem de erro.

    O 1º turno foi melhor

    Juzi Cláudia, baiana do acarajé, moradora de São Marcos, aproveitou o dia ontem, como fez no primeiro turno, para matar dois coelhos de uma só cajadada: votar e vender acarajé.

    No primeiro turno, com a demora da votação, a venda foi boa, tão boa que a animou a repetir a dose. Mas ontem, com a votação rápida, ela admite que o tabuleiro sentiu o baque:

    — Deu para levar, mas assim, com boa vontade…