‘É preciso uma geral no RH do governo’, diz ex-presidente do BC

    Arminio Fraga acredita ainda que o país precisará promover um ajuste fiscal de 5 pontos porcentuais do PIB

    World Economic Forum on Latin America 2009

    Nome frequente entre os de presidenciáveis interessados no discurso reformista, o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga disse ao jornal O Estado de S. Paulo que perdeu motivação de contribuir com um candidato neste pleito após Luciano Huck desistir de concorrer.


    Fraga tem dedicado no momento à formulação de propostas para o País, mas diz se tratar de trabalho apartidário. “Se alguém quiser usar, ficarei satisfeito”, ressaltou.

    Para o ex-presidente do Banco Central, é preciso que haja uma profunda reforma do Estado, que inclua adoção de metas e sistemas de avaliação de programas, órgãos e servidores, repensando a estabilidade no funcionalismo.


    Arminio Fraga acredita ainda que o país precisará promover um ajuste fiscal de 5 pontos porcentuais do PIB (equivalente a R$ 330 bilhões) e reorganizar o orçamento, desvinculando todos gastos públicos. “O governo precisa se forçar a viver dentro do seu orçamento.”