Vereador compara fim de As Muquiranas à ‘polícia que invade casa e dá tapa na cara’

    Após afirmar que o impasse ocorre na esfera pública, o parlamentar reforça que também existe em outros blocos carnavalescos

    Foto: Assessoria Átila do Congo

    O vereador Átila do Congo (Patriota), ao defender a permanência do bloco “As Muquiranas”, envolvido durante o carnaval em episódios de assédio e vandalismo contra mulheres, polemizou ao comparar os fatos à ‘polícia que ‘invade casa de mãe de família sem mandado, dá tapa na cara e chama de vagabunda’. Conforme ele avalia em discurso, dessa forma terá que acabar com tudo que é público, desde a Polícia Militar, Civil, postos de saúde, bem como todos os agentes, servidores, que, de acordo com o vereador, também cometem arbitrariedades.

    “Então vou acabar com a Polícia Militar da Bahia, com a Polícia Civil, os postos de saúde, vou acabar com tudo que é publico, porque tem vários setores, tem vários agentes públicos que cometem arbitrariedades. Você Suíca, que é negro de comunidade, meu pai que é negro, eu que sou de favela, quantas vezes eu vi soldado de polícia entrar em casa de mãe de família sem mandado, dar tapa na cara e chamar de vagabunda, quantas vezes?”, questiona Átila do Congo.

    O integrante do patriota arrematou ainda que: “Então, é por isso que todo policial militar não presta, tem que acabar? Policial Civil, guarda municipal, agente de trânsito, então, ninguém presta? Vamos separar o erro dos indivíduos, se tem como ajustar e melhorar, ótimo. Se a pistola está sendo margem de criar um problema vamos ver, vamos tirar essa pistolinha d’água. O bloco pode fazer um trabalho de educar as pessoas, mas o bloco gera emprego, é algo privado e não tem como fazer seleção de pessoas”, argumenta.

    Após afirmar que o impasse ocorre na esfera pública, o parlamentar reforça que também existe em outros blocos carnavalescos.

    “Vamos parar de generalizar. Observando essa questão do carnaval, olha não dá, eu que defendo o trabalho, trabalho desde cedo, todos sabem da minha origem, não dá aqui para penalizar uma empresa, um bloco, um pai de família por ações de alguns indivíduos, não foram todos os blocos. Quantos participantes do bloco Chiclete com Banana já deram murro na cara de gente, não bateu em cordeiro, mexeu com mulher, “As Muquiranas” é um bloco de travestidos. Estou dando um exemplo, não estou falando que o Chiclete fez, mas vários outros blocos, várias pessoas da corda do Baiana System, do Kannário [Igor] . Eu me compadeço com esse senhor que está aqui, não conheço, nem saio no bloco, mas é um batalhador, um pai de família, é um empresário, gerador de emprego, vamos parar de generalizar”, pontua, referindo-se ao presidente da agremiação, Washington Paganelli, que na ocasião estava no Plenário Cosme de Farias da Câmara de Salvador, acompanhado a sessão.