Eike nega pagamento de propina a Cunha e Funaro por recursos do FGTS

    O empresário e sua defesa não quiseram responder se negociam um acordo de delação premiada com a Justiça

    Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

    O empresário Eike Batista negou nesta segunda-feira (17) ter pago propina para obter recursos do FI-FGTS para a LLX, empresa que criou para investir no Porto do Açu, na região norte-fluminense.

    Eike depôs na Justiça Federal como testemunha de Lúcio Funaro. Os dois foram citados em delação premiada do empresário Alexandre Margotto.

    O empresário negou ter relações com Funaro e Cunha, mas admitiu ter dado carona em seu avião ao ex-deputado uma vez, a pedido de um executivo de seu grupo empresarial. “Ele sentou em uma cadeira lá atrás e foi isso”, afirmou.

    Quando questionado se Cunha interferiu para que recebesse os recursos do FI-FGTS disse que “absolutamente não”.

    Eike e sua defesa não quiseram responder se negociam um acordo de colaboração premiada com a Justiça. O executivo, porém, já teria preparado anexos de uma proposta de delação em que citará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.