Elmar está com um pé no PSL, mas colado com Neto

    'Queremos acumular cinco ou seis partidos fortes, e o PSL é o maior'

    O deputado Elmar Nascimento está mesmo deixando o DEM para assumir o PSL. Mas ressalva o próprio: nada de desavença com ACM Neto. Muito pelo contrário. É uma estratégia para acumular forças mirando 2022.

    — Queremos acumular cinco ou seis partidos fortes, e o PSL é o maior, com mais tempo de rádio e televisão, com mais recursos do Fundo Partidário.

    O PSL, só para lembrar, é o partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, e por isso inchou, tornando-se a maior bancada. É comandado na Bahia pela deputada federal Dayane Pimentel, com quem Elmar já se entendeu. Ele assume a presidência estadual, e ela, a coordenação nacional do PSL Mulher.

    João Roma

    — O PSL baiano tem também os deputados estaduais Talita Oliveira, que, ao contrário de Dayane, hoje inimiga fidagal de Bolsonaro, permanecem fiéis ao líder, o presidente.

    São os pepinos do caminho. Noutra banda, tem o PDT que quer puxar para Ciro Gomes. Como fazer para alinhar essas diferenças?

    — Vamos conversar. Não há como ter unidade nacional. Lula é mais forte no Nordeste; Bolsonaro, no Centro Sul. O mais provável é que os partidos façam seus acordos nacionais e deixem os estados livres.

    E uma candidatura de João Roma incomoda?

    — A primeira coisa que um político deve fazer é não sair das medidas da balança. João Roma deve se preocupar mais com a reeleição dele.

    Está difícil Roma colar.