Publicado em 11/02/2019 às 11h07.

Em 2020 vai chover candidatos a prefeito aqui e alhures. Questão de sobrevivência

Motivo é a nova lei que impõe a cláusula de barreira aos partido

Levi Vasconcelos
Imagem: O Globo/reprodução
Imagem: O Globo/reprodução

 

Dizem que em 2020, por força da nova lei que impõe a cláusula de barreira aos partidos (ou seja, a obrigatoriedade de ter um percentual de dos votos válidos para deputado federal em pelo menos nove estado, que foi de 1,5% em 2018 e será 2% em 2022 até chegar a 3%), a tendência é ter muito candidato a prefeito.

A ideia é reduzir o número de partidos. Só no ano passado já caíram 14 dos 35, que se fundiram para não perder as tetas do Fundo Partidário e tempo de televisão. Por aí, quanto mais candidatos a prefeito, mais chance de eleger vereadores, a base.

Salvador e Feira

Mas em alguns casos, como Salvador e Feira de Santana, outras particularidades vitaminam a ideia. Em 2016, Salvador tinha ACM Neto como candidato a reeleição e Feira Zé Ronaldo (DEM). Ambos bem avaliados, esmagaram os adversários (e pelo mesmo princípio foram esmagados por Rui ano passado).

Em 2020, Neto e Ronaldo estarão fora, o que anima muitos pretendentes, com a ideia de que não havendo favoritos absolutos, a chance é maior.

Irmão Lázaro (PR), que era deputado federal e disputou o Senado na chapa de Zé Ronaldo, por exemplo, que é filho de Salvador, mas radicado em Feira, diz que o seu nome está à disposição nos dois municípios.

— Claro que na majoritária a decisão é de grupo. Mas o meu nome está a disposição nas duas, sem rebelião. Se não der eu, apoiarei quem for o indicado.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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