Em Cairu, Hildécio Meirelles vai às urnas com esposa como vice

    "Ele é meu marido, mas nem por isso eu deixo de ter minha forma de encarar as coisas, muitas vezes divergentes dele"

    Foto: Ascom
    Foto: arquivo pessoal/Hildécio Meireles

     

    Na Bahia já há precedentes de marido e mulher se candidatarem a prefeito e vice. Assim o foi no início do século em Entre Rios, quando Manoelito Argolo se elegeu com a esposa, dona Vera; e também em Catu, com o empresário Antonio Pena e dona Maria Pena.

    Nas eleições deste ano, a chapa marido e mulher como prefeito e vice vem de Cairu, município arquipélago (Morro de São Paulo, Boipeba, Garapuá e outras maravilhas). Lá, o ex-deputado Hildécio Meireles (DEM) carimbou na convenção ontem a mulher dele, Cíntia Rosemberg, como vice.

    Cheiro de nepotismo? Visto de perto, nem tanto. Em 2016, ele deputado estadual lançou ela candidata a prefeita. Perdeu, mas se encorpou. Em 2018, ele perdeu a reeleição para deputado, e, agora, ela liderava todas as pesquisas, mesmo contra ele.

    Desafio

    Cíntia com a palavra:

    — Claro que ele é meu marido, mas nem por isso eu deixo de ter minha forma de encarar as coisas, muitas vezes divergentes dele.

    Hildécio, que vai para sua sexta eleição municipal – foi três vezes prefeito, diz ter como desafio maior uma situação ruim. O campo de gás de Manati, da Petrobras, está secando, dura no máximo quatro anos.

    Nos casos de Manoelito e Antonio Pena, os dois, após o fim do mandato, mais que penduraram as chuteiras.

    Em Cairu, Hildécio enfrenta três outros candidatos, mas parte como favorito. Diz-se que ele em 2022 larga a prefeitura para se candidatar a deputado. Ele diz que não pensa nisso. É, mas se assim, fica tudo em casa.