Em carta, Zambelli revela ter tentado barrar Moraes no STF

    Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados | Carlos Moura/SCO/STF

    Presa na Itália, a deputada licenciada Carla Zambelli (PL) escreveu uma carta na qual afirma estar sendo perseguida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter atuado contra sua indicação à Corte.

    “Alexandre de Moraes queria minha cabeça desde quando falei de sua ficha e me encontrei com [Michel] Temer, com colegas ativistas, para não indicá-lo para o STF”, escreveu a deputada.

    Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e à perda do mandato pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela também recebeu pena de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio ocorrido em São Paulo.

    A deputada está presa desde 29 de julho, na Itália. O governo brasileiro contratou um escritório de advocacia para tentar viabilizar sua extradição.

    Confira a carta completa:

    “Aos brasileiros todos, ontem o depoimento do Sr. Tagliaferro, vítima de perseguição política e assédio psicopático dentro de seu trabalho. Com seu depoimento, provou mais uma vez que Alexandre de Moraes queria a minha cabeça desde quando falei de sua ficha e me encontrei com [o então presidente] Temer e com colegas ativistas para não indicá-lo ao STF.

    Com isso, só provamos cada vez mais a minha inocência! Espero e estou confiante de que conseguirei provar que isso não passou de perseguição política e que sou inocente. E se tiver que passar por tudo o que estou passando para ajudar o Brasil a ser um país livre e democrático, podem contar sempre comigo. Deus está me dando forças! Ele é meu pastor e nada me faltará. Amo o Brasil, amo os brasileiros”.