Em Casa Nova, cada dia mais é menos água

    O drama da seca

    Galdino Araújo planta frutas como manga e goiaba em Casa Nova, nas bordas do Lago de Sobradinho, há mais de 35 anos. Ano passado, diz ele, viu de perto o trabalho de uma vida inteira ameaçar evaporar, quando o nível da barragem chegou chegou a 2,5% da capacidade.

    — Se chegasse a zero, e chegou bem perto, seria a derrocada geral.

    O lago hoje está com 35% da capacidade, com bem mais água que no ano passado, muito graças a energia eólica (dos ventos), em franca expansão na Bahia, mas Gilberto diz que o cenário não é lá muito animador.

    — O que a gente vê é cada vez mais a situação piorando. As nascentes dos rios morrem e nada se faz. Aí não tem futuro.