Em clima de festa, Coronel diz que quer mesmo a presidência do Senado

    "Conversei com Otto e Wagner, eles não querem. Então resolvi que a Bahia não pode perder esse protagonismo"

    Frase da vez

    “O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”

    Ariano Suassuna, escritor e poeta pernambucano (1927-2014)

    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba
    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba

     

    Fim da 18ª Legislatura na Assembleia (a contar de 1947), a que encerra o quadriênio 2015-2018, quase tudo festa ontem, com a entrega dos Destaques do Ano, os deputados que mais se destacaram, segundo votação dos jornalistas que cobrem os trabalhos.

    Em clima de despedida, Marcelo Nilo (PSB), que governou a casa por dez anos, está deputado federal eleito se arrumando para politicar em Brasília e se disse feliz, por achar que a missão está cumprida. Ângelo Coronel (PSD), que deletou Marcelo Nilo do poder, também destaque, era um deputado ausente que virou presidente e sai do mandato eleito senador.

    O doido

    Pensa que ele está satisfeito? Reafirmou ontem que a candidatura dele a presidência do Senado é para valer.

    — Conversei com Otto e Wagner, eles não querem. Então resolvi que a Bahia não pode perder esse protagonismo. O outro candidato é Renan. Tem 30 votos. Vou correr atrás dos novos.

    O discurso dele foi descontraído. Dom Murilo Krieger, Arcebispo de Salvador, presente, ouviu até ele elogiar o deputado Sargento Isidório, pela obra na Fundação Dr. Jesus.

    — É um trabalho fantástico, Dom Murilo. Lá ele pula, dá cabriolas, brinca, fica ex-gay, é tudo mais!

    Os outros destaques foram Luciano Ribeiro (DEM) e Hildécio Meirelles (PSC), que não se reelegeram, e Adolfo Viana (PSDB), que está deputado federal eleito.