Em crise com PSL, Bolsonaro diz que não quer ‘tomar partido de ninguém’

    Declaração foi dada na saída do Palácio da Alvorada, em meio à turbulência na sua relação com o PSL

    Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (16) que não pretende “tomar partido de ninguém” e defendeu “transparência” nas contas do PSL, legenda a qual é filiado.

    A declaração foi dada na saída do Palácio da Alvorada, em meio à turbulência na sua relação com o PSL. Na semana passada, Bolsonaro criticou o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PSL-PE), ao afirmar que ele estava “queimado”.

    Após o atrito, os rumores da saída de Bolsonaro e de um grupo de parlamentares do PSL aumentaram.

    Segundo o portal G1, Bolsonaro voltou ao assunto e cobrou maior transparência do PSL no uso de recursos públicos que a legenda recebe, cerca de R$ 8 milhões mensais, segundo o presidente.

    “Ah, o presidente falou em transparência. Eu falei, sim, em transparência. Então, vamos mostrar as contas e não ficar, como a gente vê notícias por aí, expulsa de lá, tira da comissão, vai retaliar”, ressaltou Bolsonaro.

    “O partido tem que fazer a coisa que tem que ser feita, normal. Não tem que esconder nada. Eu não quero tomar partido de ninguém. Agora, transparência faz parte, o dinheiro é público, R$ 8 milhões”, acrescentou.