Em Davos, Haddad diz que ‘não é confortável ter uma oposição extremista’

    'O que precisamos é ter partidos comprometidos com a democracia se alternando no poder. Infelizmente não é disso que se trata no Brasil', disse

    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (17)  que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta uma “oposição extremista” e que isso “não é confortável” para o governo. A declaração foi dada durante painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    “Não é confortável você ter uma oposição extremista. Não é confortável. Tudo o que precisamos é ter partidos comprometidos com a democracia se alternando no poder. Infelizmente não é disso que se trata no Brasil”, afirmou.

    Segundo Haddad, a direita radical “se mostrou eleitoralmente viável” nos últimos anos. O ministro da Fazenda disse, no entanto, que o Brasil deu uma resposta “institucionalmente importante” sobre o 8 de Janeiro.

    “Vinte e sete governadores, todos os governadores eleitos, os Três Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – juntos tomando as medidas cabíveis para pôr ordem na bagunça que foi formada no dia 8 [de janeiro]”. E eu penso que o êxito foi grande”, afirmou.