Em delação, João Santana fala sobre Dilma, Lula, Eike e Graça Foster

    Marqueteiro contou que campanha da ex-presidente Dilma Rousseff lhe deixou um débito de R$ 10 milhões

    Foto: Agliberto Lima/ Estadão Conteúdo

    Em seu acordo de colaboração premiada, o marqueteiro João Santana citou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, o empresário Eike Batista e a ex-presidente da Petrobras Graça Foster.

    Sobre o empresário, Santana contou que Eike Bastista fez pagamentos via caixa 2, no exterior, para ajudar a saldar dívidas das campanhas de Dilma Rousseff. Segundo ele, na eleição de 2010, a petista deixou um débito de R$ 10 milhões com o marqueteiro, que foi pago parte por Eike e parte pelo lobista Zwi Skornicki.

    Ainda na delação, João Santana contou que a ex-presidente lhe indagou se os depósitos estavam sendo feitos “de forma segura”. “Ela [Dilma] me perguntou: ‘João, os depósitos são feitos de forma segura?’ – eu já me referi sobre isso ontem. Eu disse que sim, eu não estava enganando”, afirmou, ao ressaltar que não sabia que a Odebrecht distribuía caixa 2 para tantos políticos.

    O marqueteiro João Santana afirmou também, em sua delação premiada, que tratou diretamente com Emílio Odebrecht, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre pagamento pela campanha presidencial de El Salvador.

    Santana diz ter sido procurado pelo então pré-candidato à presidência de El Salvador Mauricio Funes, em 2008, para trabalhar em sua campanha. Como não demonstrou interesse, Funes recorreu a Lula.

    Sobre a ex-presidente da Petrobras Graça Foster, o marqueteiro relatou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu para que Dilma Rousseff tirasse Graça Foster da presidência da Petrobras porque ela estava “fechando a torneira” para as construtoras que faziam obras da estatal.

    Com informações do jornal Folha de São Paulo.