Em delação, Léo Pinheiro detalhará pagamentos a Lula

    Durante parte do período em que esteve preso, empreiteiro se manteve em silêncio

    Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

    O empreiteiro baiano Léo Pinheiro deve detalhar as palestras do ex-presidente Lula e doações ao instituto que leva o nome do petista. De acordo com a Exame, o dono da OAS nada disse em depoimento prestado à Polícia Federal na última terça-feira (19). O motivo é o acordo que ele quer firmar com a Procuradoria-Geral da República.

    Pinheiro foi preso uma primeira vez na Operação Juízo Final, 7ª fase da Lava Jato deflagrada em novembro de 2014. Ganhou prisão domiciliar, por ordem do Supremo Tribunal Federal, e voltou para o regime fechado em 5 de setembro de 2016.

    Em 13 de setembro deste ano, o juiz Sérgio Moro ordenou a expedição de mandado de prisão para execução provisória contra o empreiteiro e também contra o executivo da OAS Agenor Franklin Magalhães Medeiros.

    Eles foram condenados em 2ª instância em ação penal sobre propina de R$ 29.223.961 à Diretoria de Abastecimento da Petrobras por contratos das refinarias Getúlio Vargas (Repar) e Abreu e Lima (Rnest).

    Durante parte do período em que esteve preso, Léo Pinheiro se manteve em silêncio. Durante os interrogatórios perante Moro, o empreiteiro se negava a dar informações.

    Em 29 de abril deste ano, mudou de ideia. Em interrogatório no caso triplex, o executivo entregou Lula. “O apartamento era do presidente Lula”, afirmou na ocasião.

    Além das informações sobre o triplex, Léo Pinheiro declarou que o petista o teria orientado a destruir provas de pagamentos via caixa dois ao PT no exterior. “Se tiver destrua!”, foi a ordem de Lula, segundo o empresário.

    Em 21 de junho, em novo interrogatório perante Moro, o empreiteiro fez novas confissões. O ex-presidente da OAS confirmou pagamento de propina sobre obras do Novo Cenpes, no Rio.