Em inquérito sigiloso, MPF investiga contratos da Apex

    Ao deixar a agência em maio, a ex-diretora Letícia Catelani afirmou que foi pressionada a assinar “contratos espúrios”

    O presidente da Apex-Brasil, Sérgio Segovia, participa de encontro de adidos agrícolas brasileiros, promovido pela Apex-Brasil

    Em inquérito sigiloso instaurado, o Ministério Público Federal (MPF) investigará contratos de marketing firmados nos últimos cinco anos pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), informa o colunista Lauro Jardim, do Globo.

    Conforme o jornalista, o inquérito aberto pelo procurador Claudio Drewes Siqueira tem como alvos Sergio Ricardo Segóvia, atual presidente do órgão; seu antecessor, Mario Vilalva; e Alex Carrero, que só comandou a agência por 10 dias, já no atual governo.

    O MPF já iniciou o levantamento dos bens e participações em empresas do trio e de seus parentes.

    Ao deixar a Apex em maio, a ex-diretora Letícia Catelani afirmou que foi pressionada a assinar “contratos espúrios”.

    Dois meses depois, a agência publicou um edital para contratar uma empresa de publicidade por R$ 30 milhões anuais.

    Criada em 2003, a Apex tem o objetivo de executar políticas estratégicas para a promoção de produtos e serviços brasileiros no mercado internacional, além de estimular a atividade exportadora de empresas brasileiras e atrair investimentos estrangeiros para o país.