Em meio a embate no Supremo, investigação contra Witzel une equipe de Aras e Lava Jato do RJ

    Aparentemente embate se restringe a troca de informações e o alvo principal de Aras é Dallagnol, próximo Moro, desafeto de Bolsonaro

    Foto: Carlos Magno/Fotos Públicas

    Em meio a embate no Supremo Tribunal Federal (STF), por causa do compartilhamento de dados de inquéritos, as equipes do procurador-geral da República, Augusto Aras, e da força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro, se juntaram para juntas atuar na apuração que levou ao afastamento do governador Wilson Witzel (PSC-RJ) na sexta (28).

    Entre procuradores, a impressão é a de que o embate com a Lava Jato do Rio se restringe a troca de informações e que o alvo principal de Aras é Deltan Dallagnol, próximo de Sergio Moro, desafeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, quem acompanhou de perto a atuação das equipes notou que houve uma mudança na relação no último mês, com sinais de alinhamento entre Brasília e Rio.

    Coube ao coordenador da força-tarefa do estado, Eduardo El Hage, fazer a defesa das acusações de Witzel contra a subprocuradora Lindôra Araújo. “A ação não tem qualquer motivação política”, disse.

    Especula-se duas certezas sobre o futuro das investigações, uma que envolve novos acordos de delação e outra que sinaliza para apresentação de novas denúncias.