Em nota, Lula e Alckmin dizem que mortes de Dom e Bruno têm relação com ‘desmonte’

    Pré-candidatos lamentaram as mortes e atribuíram o crime também ao ‘incentivo à violência por parte do atual governo do país’

    Dom Phillips em entrevista com Lula | Foto: Ricardo Stuckert

    Pré-candidatos à Presidência e vice, Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) comentaram as mortes do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, confirmadas nesta quarta-feira (16) pela Polícia Federal (PF), após suspeitos assumirem a autoria do crime.

    Por meio de nota, eles afirmaram que a confirmação do assassinato da dupla “é uma notícia chocante, que nos causa dor e indignação” e prestaram solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.

    No comunicado, Lula e Alckmin destacaram o empenho de Dom e Bruno na proteção dos povos indígenas na Amazônia e atribuíram o crime à ausência de políticas públicas e ao discurso belicoso da gestão Bolsonaro.

    “O mundo sabe que este crime está diretamente relacionado ao desmonte das políticas públicas de proteção aos povos indígenas. Está diretamente relacionado também ao incentivo à violência por parte do atual governo do país”, afirmaram os pré-candidatos.

    “Bruno e Dom dedicaram a vida a fazer o bem. Por isso percorreram o interior do Brasil, ajudando, protegendo e contando a vida, os valores e o sofrimento dos povos indígenas”, afirmaram, em uma crítica indireta às falas do presidente Jair Bolsonaro (PL), que classificou como “excursão” e “aventura não recomendável” a incursão do jornalista e do indigenista na região do Vale do Javari, na Amazônia.

    Por fim, Lula e Alckmin exigiram “rigorosa investigação do crime”, para que autores e mandantes sejam julgados. “A democracia e o Brasil não toleram nem podem mais conviver com a violência, o ódio e o desprezo pelos valores da civilização”, defenderam, concluindo que Dom e Bruno viverão na “ memória e na esperança de um mundo melhor”.