Frase da vez
“Deus é brasileiro. Mas pra defender o Brasil de tanta corrupção só colocando Deus no gol”
Millôr Fernandes, jornalista, escritor e humorista (1923-2012).

Causou surpresa na mídia e até a alguns cientistas políticos o fato de a corrupção ter superado os líderes tradicionais (saúde e segurança) no rol dos principais problemas listados pela população.
O Ibope registrou pela primeira vez a liderança da corrupção com 62%, contra 52% de saúde e 33% de segurança.
E de fato é algo notável. Quem é acostumado a lidar com pesquisas sabe que nos períodos eleitorais a preocupação com corrupção era baixa, nunca mais que 10%. O próprio Ibope apontou 9% em 2011.
Efeito Lava Jato? Certamente. Em 2016 o Barômetro Global da Corrupção, estudo feito pela ONG Transparência Internacional em 20 países da América Latina e Caribe, já apontava 78% dos brasileiros entendiam que a corrupção cresceu muito nos últimos 12 meses (entre 2015 e 2016).
Oxalá a consciência agora persista. Até porque, no início dos anos 90, no auge do escândalo que resultou no impeachment de Fernando Collor, a preocupação com a corrupção bateu o recorde histórico nas pesquisas, com 9%.
Depois voltou ao normal, infelizmente.
E agora, será que o povo entendeu que a corrupção é a mãe das tragédias que decorrem da falta da segurança e da nossa precariedade educacional?
Oxalá que sim.
Esquerda e direita
E por falar em pesquisas, o Instituto Paraná realizou nova pesquisa de 11 a 14 de dezembro último ouvindo 2.466 em 172 municípios de 26 estados para saber como a população enxerga os presidenciáveis a partir do posicionamento ideológico.
Dos entrevistados, 22,6% se declararam de direita, 23,5% de centro e 21,4% de esquerda. 25,4% não têm posicionamento, e 7,1% não opinou. 79,1% acham que Lula é de esquerda, e 77,2% que Jair Bolsonaro é de direita.
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, é visto por 29,3% como de direita, por 34,6% como de centro e por 16% como esquerda.
Já Ciro Gomes é visto como esquerdista por 61,3% e Marina Silva por 56,3%.

