Equipe de Guedes propõe transição de 12 anos para reforma da Previdência

    Período é bem mais curto do que os 21 anos previstos na versão de reforma do ex-presidente Michel Temer

    Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

    A proposta de reforma da Previdência em estudo pela equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PSL) prevê uma regra de transição de 10 a 12 anos, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

    O período é bem mais curto do que os 21 anos previstos na versão de reforma do ex-presidente Michel Temer (MDB), mesmo após modificações feitas pelo Congresso.

    De acordo com o jornal, por atingir a idade mínima para homens e mulheres em um período mais reduzido, a reforma em estudo é mais dura e representaria uma maior economia de gastos do que a reforma de Temer.

    Ainda, porém, não há um cálculo do impacto financeiro da proposta em formulação pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

    A ideia da reforma em discussão é estabelecer uma idade mínima para que o trabalhador tenha direito a se aposentar, como forma de atacar benefícios precoces que oneram os cofres públicos.

    Ao longo do período de transição, segundo o texto em elaboração pela equipe técnica, essa faixa etária subiria gradualmente até alcançar os 65 anos para os homens.

    No caso das mulheres, chegou a circular uma versão que equiparava a idade mínima com a do sexo masculino. A tendência, porém, é que isso seja alterado e se apresente a Bolsonaro uma proposta de 63 ou 62 anos como patamar mínimo.