‘Era a festa do outro grupo político’, diz Bruno sobre ausência na posse de Jerônimo

    O prefeito de Salvador afirmou que sua ausência ‘não tem efeito prático algum’ e afirmou que irá procurar o governador para dialogar

    Fotos: Betto Jr. /Secom

    Após não comparecer à cerimônia de posse Jerônimo Rodrigues (PT) como governador da Bahia, no último domingo (1º), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), minimizou a ausência e reafirmou a disposição para o diálogo com o petista.

    “Como na Câmara [Câmara Municipal de Salvador] era uma festa dos vereadores, lá a posse de Jerônimo era a festa do outro grupo político. Então, era o momento deles, a gente tem que saber respeitar”, justificou o gestor municipal nesta sexta-feira (6), durante assinatura de ordem de serviço para a requalificação da colônia de pescadores, no Rio Vermelho.

    “Eu não tinha nenhuma obrigação formal. Eu não tinha que dar posse, não tinha que passar a faixa. Eu poderia estar presente ou não, e como era uma festa deles eu entendi que era melhor não estar presente”, disse o prefeito da capital baiana, salientando que sua ausência “não muda nada, não tem efeito prático nenhum”.

    Bruno Reis disse também não ter dificuldade de dialogar e afirmou que irá procurar o governador. “Tenho 25 anos de vida pública e vocês nunca me viram falando da vida de ninguém, criticando ninguém, tirando nada de ninguém, prejudicando ninguém. Então, tenho condições de conversar, de dialogar com todo mundo e irei dialogar com o governo”, declarou.

    Questionado nesta semana sobre o fato do prefeito da capital não ter comparecido à sua posse, Jerônimo Rodrigues informou que todos os prefeitos baianos foram convidados para a cerimônia, mas também minimizou a ausência de Bruno, apesar de classificar como “deselegância”.

    “Se a deselegância ou a intencionalidade de não vir tem alguma motivação, não vamos nos lamentar. Nós faremos um governo para cuidar da Bahia e nós não vamos abrir mão do nosso lugar”, disse o petista, destacando que seu grupo político já “desceu do palanque”.