Erika Hilton celebra avanço de PEC pelo fim da escala 6×1

    Erika Hilton diz que escala 6x1 está com as “horas contadas” após PEC que prevê o fim da jornada avançar no Senado

    Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou as redes sociais para celebrar o avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A PEC 221/2019 foi enviada na sexta-feira (14) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    Em um vídeo publicado nas redes sociais, Erika classificou a movimentação como uma “vitória da classe trabalhadora” e atribuiu parte do avanço à articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília. Segundo ela, a proposta representa uma mudança importante na relação entre trabalho, descanso e qualidade de vida.

    “A escala 6×1 no Brasil está com as horas contadas. A nossa articulação e a excelente articulação do presidente Lula em Brasília destravaram a pauta que é o terror da burguesia. O terror dos patrões que querem continuar explorando os trabalhadores. O Brasil quer mais tempo, quer descanso, quer qualidade de vida”, declarou.

    A parlamentar afirmou ainda que o envio da PEC à CCJ representa apenas mais uma etapa da mobilização pelo fim da jornada 6×1. Para que avance, o texto ainda precisará ser analisado pela comissão e, caso seja considerado admissível, discutido e votado pelo plenário do Senado.

    “O Brasil quer mais tempo, quer descanso, quer qualidade de vida. Nós não vamos arredar o pé porque esta é a nossa pauta essencial do povo brasileiro. A maior conquista dos últimos 40 anos. É qualidade de vida, é tempo com a família, é dignidade”, afirmou Erika.

    O que prevê a PEC

    A proposta original apresentada na Câmara dos Deputados prevê mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para impedir a jornada de seis dias consecutivos de trabalho com apenas um dia de descanso, modelo conhecido como escala 6×1.

    A discussão ganhou força nos últimos meses com manifestações e campanhas nas redes sociais promovidas por movimentos sociais e entidades sindicais. Defensores da mudança argumentam que a jornada reduz o tempo destinado ao descanso, ao convívio familiar e ao lazer.

    Do outro lado, setores empresariais demonstram resistência à proposta e apontam possíveis impactos sobre os custos e a produtividade das empresas.