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Publicado em 12/01/2026 às 08h38.

‘Escolha é do presidente’, diz Wagner ao negar campanha por baiano no Ministério da Justiça

Senador comentou sucessão na Justiça durante entrega da Rodoviária de Salvador nesta segunda-feira (12)

Raquel Franco / Heber Araújo
Fotos: Heber Araújo/bahia.ba; Divulgação/MP-BA

 

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), negou a existência de articulações políticas em favor do baiano Wellington César Lima e Silva, atual chefe do jurídico da Petrobras, para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública. “O eleitor é um eleitor único, é uma escolha do presidente da República”, afirmou nesta segunda-feira (12) durante entrega do novo Terminal Rodoviário de Salvador. 

A declaração ocorre em um momento de transição na pasta. Na última sexta-feira (9), o ilheense Manoel Carlos de Almeida Neto foi nomeado ministro interino, enquanto o Palácio do Planalto avalia nomes definitivos e a possível separação entre os ministérios da Justiça e da Segurança Pública.

“Credenciado”

Ao ser questionado sobre o favoritismo de Wellington César, que já ocupou a pasta em 2016 e atuou na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil sob o ministro Rui Costa, Wagner enfatizou que não há uma mobilização coordenada para emplacar o nome do jurista.

“O nome do Wellington brota com uma certa naturalidade, agora campanha e articulação não tem, porque aí é a cabeça do presidente. Eu sei que eles se dão muito bem, esse tempo que ele trabalhou com o presidente, ele ganhou muita confiança do presidente, até intimidade”, afirmou o senador.

O parlamentar reforçou que, embora Wellington seja um nome “credenciado” por sua trajetória no Ministério Público da Bahia e no governo federal, a decisão final cabe apenas a Lula. “Eu não posso antecipar nada, porque aí é a decisão do presidente”, concluiu.

Disputa

A sucessão de Lewandowski, que solicitou o afastamento por motivos familiares, acirrou a disputa entre aliados. Além de Wellington César, outros nomes aparecem no cenário, como o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, e o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Veloso. A escolha também perpassa por ajustes partidários, com o PSB buscando manter influência no primeiro escalão.

Abril é o prazo final para que ministros que pretendem disputar as eleições municipais deixem seus cargos. A nomeação definitiva para a Justiça deve ser selada após o recesso parlamentar, em fevereiro, quando o Senado também deverá sabatinar Jorge Messias (AGU) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Terminal Rodoviário de Salvador

Wagner acompanhou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na vistoria ao novo Terminal Rodoviário, localizado em Águas Claras. O equipamento, orçado em uma Parceria Público-Privada (PPP), ocupa 127 mil metros quadrados e funcionará de forma integrada ao sistema de metrô e ao futuro VLT da capital baiana.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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