Aleluia relata desafios após assumir a presidência da CCJ: ‘Muitas pressões’

    O vereador também comentou sobre sua relação com Aladilce Souza, que agora ocupa a vice-presidência da CCJ

    Foto: Antônio Queirós/CMS

    Durante sessão desta segunda-feira (2), na Câmara Municipal de Salvador, o vereador e novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Alexandre Aleluia, comentou sobre os desafios de assumir a pasta mais importante da Casa.

    “Eu sei que são muitas pressões, são muitos pontos de vista de vereadores, ideologias diferentes, e que a gente tem que respeitar, escutar todo mundo e afunilar para uma deliberação. São sete membros na Comissão e normalmente precisamos de quatro votos para ter uma posição sobre determinado projeto”, explicou.

    Ele destacou ainda o papel do presidente da Comissão.”Alguns projetos são mais polêmicos e têm diversos pontos de vista. A função do presidente, além de atuar como uma espécie de juiz nesse processo, é também manter os membros focados no objetivo da Comissão, que é o respeito à Constituição Federal. Esse será meu mote na CCJ”, continuou.

    Sobre projetos específicos, como o PDDU, considerado um dos mais importantes, Alexandre Aleluia garantiu que todos serão escutados. “As audiências públicas irão acontecer, tanto na CCJ quanto na Comissão de Planejamento, permitindo que entidades de classe e a sociedade civil também participem do processo.”

    Ao falar sobre a relação com a vereadora Aladilce Souza, que agora ocupa a vice-presidência da CCJ, o edil afirmou: “Ela foi membra da CCJ enquanto eu fui presidente por quatro anos. A gente se dá bem, mesmo pensando diferente em alguns pontos. Isso faz parte do processo legislativo e não gera nenhum estresse. A CCJ não é ditadura, é um espaço de escuta e deliberação, buscando sempre o melhor para a cidade.”

    O vereador concluiu destacando que sua experiência prévia como presidente da CCJ o ajudou a estudar o regimento e a conduzir os trabalhos de forma mais estruturada. “Minha vida como parlamentar tem vários papéis, mas na presidência da Comissão é preciso ouvir todas as partes e chegar a uma deliberação justa. É natural que minha posição pessoal influencie, mas procuro sempre dar oportunidade a todos.”