Esquema de Cabral usava pagamentos em bitcoins, afirma PF

    Desdobramentos da Lava-Jato no Rio apontam que, em ação inédita, criminosos realizavam operações com criptomoedas para lavagem de dinheiro

    As moedas virtuais, conhecidas como bitcoins, foram utilizadas nas operações fraudulentas alvo da Lava-Jato no Rio de Janeiro. Em coletiva realizada nesta terça-feira (13), o superintendente-adjunto da 7ª Região Fiscal da Receita Federal, Luiz Henrique Casemiro, revelou que a ação foi um dos artifícios que mais chamou a atenção na Operação Pão Nosso, por se tratar de “uma novidade”.

    No desdobramento da operação no Rio, são investigados crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro em contratos da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). As investigações foram iniciadas a partir de indícios de irregularidades no Pão-Escola, conforme explica o Ministério Público Federal (MPF).

    O projeto, que tinha como objetivo a ressocialização de presos, tornou-se mais uma fonte de propina liderada pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), que, segundo autoridades, será mais uma vez denunciado.

    Em nota, a defesa do ex-governador negou todas as acusações e declarou que desconhece as irregularidades apontadas pela investigação, seja na Seap ou em qualquer secretaria do governo à época.