Estaria a Petrobras na mira para privatização? Parece

    Segundo o deputado Rosemberg Pinto (PT), há um conjunto de iniciativas do governo com o propósito deliberado de precarizar a estatal para vendê-la

    Foto: Divulgação/ Petrobras

    Se a BR Distribuidora, a banda da Petrobras que faz a distribuição de combustíveis, já repassou gasolina de até R$ 3,60 e sexta oscilava entre R$ 3,30 e R$ 3,55, como entender que alguns postos estejam com preços a R$ 3,44 ou R$ 3,37 como ontem estavam no posto Ipiranga de Stella Maris?

    Entenda: a gasolina produzida aqui no Brasil está sendo vendida mais cara do que a importada, que chega aqui a R$ 3,20. E, segundo o deputado Rosemberg Pinto (PT), que já foi da Petrobras, faz parte de um conjunto de iniciativas do governo com o propósito deliberado de precarizar para privatizar.

    – Já reduziram a produção de refino na Refinaria Landulpho Alves, já fecharam a unidade de regaseificação de gás natural, dando preferência por comprar no exterior gasolina, nafta e diesel. E o Brasil importa sem nenhum tipo de proteção. Vão quebrar os postos da Petrobras.

    Fala José Augusto

    Se assim o é, é algo perverso. José Augusto Costa, presidente do Sindicombustíveis, o sindicato que congrega os postos baianos, uma voz independente, diz que se é essa a pretensão é algo que vai visivelmente contra o interesse público:

    – Ninguém compra algo degradado. Se a estrutura for sucateada, quem perde somos nós. Aquilo que lá está é dinheiro público.