Eures Ribeiro diz que o forró ameniza o sofrer com a seca

    “Fiz uma consulta popular e a maioria do povo quer a festa. E quer porque temos lá mais de 100 hotéis e todos já estão lotados para o São Pedro, o nosso forró”, diz prefeito

    Frase da vez

    “Não é que a vida esteja assim tão boa, mas o sorriso ajuda a melhorar.”
    Falamansa, grupo de forró, em um verso da lindíssima “Rindo a toa”

    Foto: Mateus Soares/ bahia.ba
    Foto: Mateus Soares/ bahia.ba

     

    Pergunta a Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB: o que o senhor acha dos municípios que estão em emergência por causa da seca gastar dinheiro para fazer a festa do São João?

    — Eu sou um deles. Fiz uma consulta popular e a maioria do povo quer a festa. E quer porque temos lá mais de 100 hotéis e todos já estão lotados para o São Pedro, o nosso forró. Vou gastar R$ 400 mil para atrair de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. Sem o forró, nós agravaríamos a situação. A festa emprega muita gente, ainda mais em tempo de seca, quando o povo foge da zona rural para a cidade.

    E ele arremata:

    — Os tribunais não enxergam esse lado da questão. Só veem gastos, gastos…

    Perfeito. O São João é a grande festa do Nordeste. Sem ele, só fica a seca. É dose.

    Emergência contábil

    Mais de 250 municípios organizam festas, mas apenas 80 se habilitaram nos editais da Bahiatursa. A questão: a grande maioria das prefeituras está inadimplente, o que impede de firmar novos convênios. Eures Ribeiro quer que o governo contrate diretamente os artistas.

    — A maioria dos prefeitos herdou dos antecessores prefeituras bagunçadas.

    O secretário José Alves (Turismo) diz que o governo vai encontrar uma saída.