Everaldo afirma que discussão sobre comando do PT é ‘prematura’

    Ex-governador Jaques Wagner defendeu a renovação na sigla, com o nome do próprio assessor, Éden Valadares

    Foto: Juliana Almirante/ bahia.ba

    O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, classificou como “prematura” a discussão sobre a sucessão no comando da legenda na Bahia, após o ex-governador Jaques Wagner defender a renovação na sigla, com o nome do próprio assessor, Éden Valadares.

    “O PT vai tomar a decisão sobre seu calendário organizativo em fevereiro, na reunião do diretório nacional. Então é prematura qualquer discussão do ponto de vista das eleições. Sob o ponto de vista de pensar estratégia do novo ciclo da política, o PT precisa discutir novos métodos e novas relações com a sociedade. Isso não está obrigatoriamente vinculado a idade cronológica. Isso está mais vinculado à concepção. Isto está mais ligado à mente do que ao tempo de vida da pessoa”, defendeu Everaldo ao bahia.ba.

    Ele concorda que a legenda precise de renovação, mas esta não precisaria estar, necessariamente, ligada à idade. “O novo que o PT precisa não é automaticamente na idade. Um novo olhar. Óbvio que os jovens tem essa característica, mas a gente precisa desse olhar. Temos nomes bons de jovens e pessoas maduras. O que a gente precisa no PT é de unidade interna para voltar a contagiar corações e mentes da população brasileira”, alegou.

    O dirigente petista também defendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que deve favorecer o ex-presidente Lula, ao determinar soltura de presos condenados em segunda instância. “Acho que ele faz Justiça. A Constituição é clara. Ninguém pode ser preso até ser transitado em julgado. Segunda instância não é a instância final”, justificou.