Ex-governador Pezão deve deixar a cadeia nesta quarta-feira

    Réu na Lava Jato, ele foi beneficiado por decisão do STJ, que determinou a soltura com medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica

    Foto: Reprodução/ Agência Brasil

    Um dia após decisão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-governador Luiz Fernando Pezão deve deixar a cadeia nesta quarta-feira (11).

    A defesa de Pezão informou à TV Globo que estará no Rio para resolver a documentação necessária para a liberação. As informações são do portal G1.

    Pezão está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, desde novembro do ano passado, quando ainda era governador. Ele é réu na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, acusado de integrar esquema de corrupção chefiado pelo também ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi vice.

    Decisão do STJ

    Votaram pela soltura os ministros Rogério Schietti, (relator), Nefi Cordeiro e Laurita Vaz. Os ministros Antonio Saldanha e Sebastião Reis Júnior se declararam impedidos – os motivos não foram tornados públicos.

    No lugar da prisão, os ministros estipularam as seguintes medidas cautelares:

    comparecer em juízo quando chamado
    monitoramento por tornozeleira eletrônica
    proibição de contato com outros réus
    proibição de ocupar cargos ou funções públicas
    proibição de deixar o Rio de Janeiro sem autorização judicial
    comunicar o juiz qualquer operação bancária superior a R$ 10 mil
    recolhimento domiciliar noturno entre 20h e 6h todos os dias
    Segundo o relator Rogério Schietti, não há mais razão para a manutenção da prisão preventiva de Pezão porque, segundo o ministro, não há riscos para o processo. Para Schietti, manter a prisão representaria uma antecipação da pena.

    Para o ministro, as acusações contra o ex-governador do Rio são graves, mas os crimes de corrupção teriam ocorrido até 2016 e os de lavagem de dinheiro até 2007.

    Assim, no entendimento dele, não haveria fatos atuais que justificassem a prisão. Além disso, Pezão não tem mais cargo e não há elementos de que a suposta organização criminosa ainda esteja em funcionamento.