Exército suspende portaria que aumenta acesso a fuzis, em aceno a novo ministro de Lula

    De acordo com o Exército, a suspensão tem como objetivo justamente dar a possibilidade de discutir melhor o tema com Lewandowski

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Na próxima quinta-feira, 1º de fevereiro, entraria em vigor a portaria publicada na semana passada que aumentaria o acesso de armas restritas como fuzis para policiais militares e bombeiros. No entanto, o Exército recuou e suspendeu a portaria. O gesto é visto como uma deferência ao futuro ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que toma posse também na quinta-feira (1º).

    De acordo com o Exército, a suspensão tem como objetivo justamente dar a possibilidade de discutir melhor o tema com Lewandowski. O futuro ministro não esconde o desconforto com a possibilidade de ampliação do acesso a armas que são de uso restrito das Forças Armadas e servem mais a situações de guerra do que de combate à violência urbana.

    Entenda – A portaria, com data de 22 de janeiro, aumentava de duas para cinco armas de uso restrito permitidas para PMs e bombeiros. Apesar da ampliação, o número ainda é menor do que vigorava no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando cada agente de segurança podia ter oito dessas armas.

    Também houve redução no número de munições permitidas, de 15.600 por ano no governo anterior para 3.600 agora. A portaria divulgada há uma semana era mais um gesto do governo Lula aos policiais, uma base política de Bolsonaro.