Fabrizzio Muller nega ‘indústria de multas’ e aponta queda de veículos autuados

    "A fiscalização é justamente para que as infrações e, consequentemente, as aplicações de multas diminuam", defendeu titular da Transalvador

    Foto: Bruno Concha/Secom

    A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) registrou queda no percentual de veículos autuados em infrações pelo segundo ano consecutivo. O superintendente Fabrizzio Muller apontou que a redução do índice demonstraria não ser real a existência de uma “indústria de multas”. “A fiscalização é justamente para que as infrações e, consequentemente, as aplicações de multas diminuam”, defendeu, em nota.

    Segundo nota enviada pelo órgão de trânsito, em 2018, os automóveis com multas representavam 22,01% da frota, o que significa uma redução de 6,85 pontos percentuais em relação a 2017, quando o índice era de 28,85%. Em 2016, 31,19% dos veículos tiveram multas na capital baiana.

    A autarquia não informou, no entanto, o número total de infrações cometidas neste ano e a comparação com o ano anterior.

    Fabrizzio ainda declarou, no comunicado, que a queda no percentual de veículos nessa situação reflete uma mudança de comportamento dos condutores em Salvador. “Antes da atual administração, as pessoas não estavam acostumadas com o controle e com ordenamento. Houve, no começo, um aumento das multas, mas agora verificamos essa queda desde 2016”, afirmou.

    O superintendente também acredita que a tendência é que a diminuição de veículos autuados permaneça nos próximos anos. “A mudança de comportamento leva tempo. É o que vimos no passado, por exemplo, com o cinto de segurança. Hoje as pessoas já entram nos veículos e, automaticamente, põem o cinto. Com as fiscalizações de alcoolemia, vemos até no círculo de amigos que as pessoas evitam beber antes de dirigir”, disse.

    Ele afirmou que o medo de ser multado é também um inibidor dos condutores. “É necessário o processo educativo, mas a fiscalização também é necessária. Hoje um dos problemas que precisamos enfrentar é o uso do celular ao volante, uma das principais causas de acidentes com vítimas”, declarou o superintendente da Transalvador.