Favorável a intervenção, Otto rejeita comparar segurança de Rio e Bahia

    Senador defendeu medida “onde tiver insegurança e governo federal puder intervir para ajudar”, mas deixou Bahia de fora

    Foto: Rodrigo Daniel Silva/ bahia.ba

    Favorável à intervenção das Forças Armadas na segurança pública do Rio de Janeiro, o senador Otto Alencar (PSD) afirmou nesta quarta-feira (21) que a medida é uma tentativa de “amenizar o sofrimento do povo carioca”.

    Em entrevista ao bahia.ba, o parlamentar defendeu que o governo federal deve agir de forma semelhante “onde tiver insegurança e puder intervir para ajudar”. “Sobretudo no caso de um governo que administra o Rio de forma incompetente há 14 anos”, acrescentou.

    No entanto, o senador refutou a ideia de uma intervenção militar na Bahia, embora o estado figure na liderança entre as unidades federativas com o maior número de mortes violentas intencionais em 2016, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    “Não, porque o governador do Rio de Janeiro não tem mais nenhuma condição de ser governador. E o governador da Bahia é um dos mais bem avaliados do Brasil. Não tem como fazer contraponto. Aí me perdoe, é querer levar o problema do Rio para a Bahia. Aí não dá, não existe hipótese”, afirmou Otto.

    De acordo com o parlamentar, a Polícia Militar baiana está “bem administrada”. “Tomou conta de dois milhões de foliões; não teve uma morte nos circuitos do carnaval”, disse o senador, ao desconsiderar o óbito recorrente de uma agressão a um folião na sexta-feira de carnaval, no bairro da Graça, entre os circuitos Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Campo Grande).

    Sobre as informações relativas à Bahia divulgadas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Otto repetiu o argumento do governo baiano: “Há uma distorção dos dados. O governo de São Paulo subnotifica, como outros estados, e a Bahia não faz isso”.