
No Senado, 45 a 25. Na Câmara, 353 a 110. Nas duas casas, por ampla maioria, o veto do presidente Bolsonaro a criação da Federação de Partidos desabou. Compreensível. É uma tentativa da representação nacional em Brasília, construída em 2018, ainda na base de coligações, de sobreviver.
Não é lá nada muito apreciável na avaliação do deputado Marcelo Nilo, que faz parceria com a deputada Lídice da Mata na representação baiana do PSB, em tese, um beneficiário:
— Eu queria a coligação. A Federação não é tão simples assim. Os partidos têm que se unir durante quatro anos no país inteiro, de cabo a rabo. E nós sabemos que o Brasil é um país muito grande, cada estado tem sua particularidade.
Baque
Um levantamento feito pelo site G1 a partir dos resultados das eleições do ano passado, as primeiras sem coligações, mostra que 73% dos partidos sumiram do mapa.
Ou seja, o medo no Congresso, principalmente entre partidos pequenos, é esse. No caso do PSB, Marcelo Nilo diz que a estratégia é trabalhar para reeleger ele e Lídice, um total de no mínimo 240 mil votos, 120 mil para cada. O PCdoB, que tem Daniel Almeida e Alice Portugal, projeta um mínimo de R$ 150 mil votos para cada, e admite pensar na Federação.
O Republicanos, o Avante, o Podemos e o PL também estão avaliando os cenários. Eles têm até março para discutir como será o novo normal.
PL, um exemplo
O PL, que nas urnas de 2018 era PR, elegeu Jonga Bacelar deputado federal com 84.684 votos e Zé Rocha com 84.0 16, enquanto José Carlos Araújo, com 63.016, perdeu.
De lá para cá, o PL agregou os deputados Abílio Santana e Raimundo Costa, que em 2018 tiveram respectivamente 50.345 e 38.829 votos pelo PHS.
Zé Rocha:
— É evidente que vamos discutir, conversar, para ver os melhores caminhos.

