Publicado em 26/10/2020 às 15h02.

Fernando Gomes: o melancólico final de carreira na peleja 2020 de Itabuna

'Fernando Cuma', que sempre teve um jeitão estabanado, é todo enroscado na Justiça, e por causa disso está com a candidatura indeferida

Levi Vasconcelos
Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba
Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba

 

Itabuna, que divide com Ilhéus o protagonismo da Região do Cacau, vai encarar as urnas deste ano numa situação em que a Covid está tendo influência decisiva no processo eleitoral.

Em 2016, o médico Antonio Mangabeira (PDT) ficou em segundo num mix de oito candidatos. No início da pandemia ele sumiu, bateram forte, e ele, agora, paga por isso, desidratou. E o ex-deputado Augusto Castro (PSD), que passou 48 dias internado com Covid, turbinou.

Num mix de 11 candidatos, um recorde, está o prefeito Fernando Gomes (PTC), o Cuma, aos 81 anos, três vezes prefeito e outras vezes deputado federal, um belo currículo que caminha para um final pífio.

Super-heróis

Fernando, que sempre teve um jeitão estabanado, é todo enroscado na Justiça, e por causa disso está com a candidatura indeferida. No meio da pandemia, insatisfeito com a Justiça, disparou mais uma das suas: ‘Se o juiz quiser mandar, que se eleja prefeito’. E chamou uma outra autoridade de ‘viado’.

No páreo também está Geraldo Simões (PT), outro ex-prefeito, indeferido. Lá se diz que a disputa caminha para afunilar entre Capitão Azevedo (PL) e Augusto Castro. Mas o jornalista Ederivaldo Benedito, o Bené, diz que Itabuna já ganhou, pelos super-heróis que estão na briga.

— Temos aqui Penélope (Charliane-MDB), King-Kong (Azevedo), Marreta (Fernando Gomes), Escada (Mangabeira) e Lázaro, o ressuscitado (Augusto Castro). Tá bom ou quer mais?

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.