Eduardo Bolsonaro aposta na reversão de inelegibilidade do pai até 2026

    O deputado Eduardo Bolsonaro também declarou que a inelegibilidade do pai é fruto de perseguição política

    Foto: Alan Santos/PR

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aposta que a nova composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026 será menos ideológica e poderá facilitar a reversão de condenações que levaram à inelegibilidade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Eu não vejo motivo para você colocar energia agora numa questão de quem será o candidato a presidente em 2026 quando tem água para rolar embaixo dessa ponte”, disse o parlamentar em entrevista ao programa Assunto Capital.

    O deputado também declarou que a inelegibilidade do pai é fruto de perseguição política – da mesma forma que o indiciamento do ex-presidente pela Polícia Federal no caso das joias. “É claro, tá na cara que é uma perseguição. E há instrumentos jurídicos para corrigir essa injustiça, essa covardia”, completou.

    Ainda sobre a corrida presidencial em 2026, Eduardo Bolsonaro disse que, caso haja necessidade de haver outro candidato, em razão de sua liderança e experiência, o ex-presidente é o mais indicado para fazer essa escolha.

    Ele também destacou que a Corte eleitoral já está mudando e que, nas próximas eleições federais, é pouco provável que se repitam algumas “covardias” do pleito de 2022. Ele classificou como covardia a ordem judicial que impediu o então presidente de fazer as lives semanais de sua residência oficial, o Palácio da Alvorada.

    Eduardo Bolsonaro ressaltou que o TSE será composto pelo ministro Kassio Nunes Marques, que ocupará a presidência, por André Mendonça e por Dias Toffoli.

    O deputado disse acreditar que essa não é uma composição ideológica do STF. Nunes Marques e Mendonça foram indicados por Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal.