Publicado em 17/01/2022 às 15h43.

Filho do presidente usou viagem oficial para negociar programa de espionagem

Ferramenta tem sistemas capazes de invadir celulares e computadores alvos

Redação
Foto: Renan Olaz/CMRJ
Foto: Renan Olaz/CMRJ

 

O vereador pelo Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, aproveitou uma viagem oficial para Dubai, em novembro do ano passado, para negociar a compra de uma ferramenta de espionagem israelense, o DarkMatter. A negociação foi revelada pelo site UOL, nesta segunda-feira (17).

De acordo com o site, um integrante do chamado gabinete do ódio, que estava na comitiva oficial, negociou com os israelenses a aquisição da ferramenta para ser usada durante a campanha eleitoral. Israel também teria feito negociações com líderes da extrema-direita da Polônia e de Varsóvia durante o Dubai AirShow, evento que contou com a presença de Bolsonaro e seus aliados.

A ferramenta de espionagem em questão tem sistemas capazes de invadir celulares e computadores alvos, ainda que estes estejam desligados. A negociação para a compra ainda não foi finalizada.

Uma outra ferramenta de espionagem, de uma empresa chamada Polus Tech, também tem sido sondada para negociações por membros do gabinete do ódio, segundo a reportagem que ouviu fontes ligadas ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e à Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Essa é a terceira tentativa de compra de uma ferramenta espiã pelo grupo liderado pelo vereador. Antes, eles tentaram adquirir os programas Pegasus e Sherlock, capazes de invadir celulares e computadores sem serem notados. A compra do Pegasus chegou a ser licitada pelo governo federal, porém foi cancelada devido a intervenção do Tribunal de Contas da União.

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