Publicado em 19/07/2019 às 13h29.

Fiscalização de barragens na Bahia oscila entre muito pouca e nenhuma

'A ANA não tem gente para fiscalizar. Apenas se guia pelos relatórios do Inema, sem checar. E mesmo assim, o processo é falho'

Levi Vasconcelos
Foto: Sandra Travassos/ AL-BA
Foto: Sandra Travassos/ AL-BA

 

Assim que a Assembleia voltar do recesso vai intensificar os debates sobre a situação das barragens baianas, algo em torno de 420, só contando as com mais de 15 metros, em torno de 120.

A pedida é do próprio presidente da casa, Nelson Leal (PP), feito ao deputado José de Arimateia (PRB) – foto, presidente da Comissão do Meio Ambiente, que no primeiro semestre tocou os debates sobre a questão. O rompimento da Barragem do Quati, em Pedro Alexandre, que estabeleceu o caos em Coronel João Sá, jogou lenha na fogueira.

Em João Sá

Assim que os trabalhos recomeçarem, Atimateia vai apresentar o relatório das dez barragens apontadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) por ele visitadas entre março e junho, mas antecipa:

– A ANA não tem gente para fiscalizar. Apenas se guia pelos relatórios do Inema, sem checar. E mesmo assim, o processo é falho. Das dez que ela aponta como em situação de risco na Bahia, só quatro foram fiscalizadas.

Arimateia, que esteve em Pedro Alexandre e Coronel João Sá, e lá se encontrou com Rui Costa, diz que a situação é fora de controle.

– Só naquela área de Pedro Alexandre e Coronel João Sá, contando pequenas barragens particulares ou açudes, como eles chamam, tem mais duas mil, todas de barro.

Ele vai sugerir, no relatório, um Plano de Contingenciamento para enchentes. Não resolve, mas ajuda.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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