Flávio Bolsonaro detona Moraes após queda de ex-presidente em cela: “Negacionista”

    Flávio acusou Moraes de “negacionismo” e de desrespeitar a medicina ao anular a sindicância do Conselho Federal de Medicina

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou as redes sociais para fazer duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por ter determinado a nulidade da sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar a assistência médica a Jair Bolsonaro (PL).

    Na madrugada da última terça-feira (6), o ex-presidente sofreu uma queda na cela onde está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele bateu a cabeça em um objeto dentro da cela, resultando em um traumatismo craniano leve. Bolsonaro só foi levado ao Hospital DF Star cerca de 24 horas após o ocorrido. 

    Em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), Flávio acusou Moraes de “negacionismo” e de desrespeitar a medicina ao anular a sindicância do CFM. O senador também disse que a nota do Conselho é “óbvia” ao chamar a atenção para a burocracia para autorizar a ida do ex-presidente ao hospital.

    “Alguém que bate com a cabeça num armário, em estado de sonolência na madrugada, precisa ser levado imediatamente a um hospital para exames e análise médica. Isso é C-I-Ê-N-C-I-A […] A burocracia proposital — e paranoica — de Moraes não pode se sobrepor à medicina e ao cuidado com a vida de um ser humano”, escreveu Flávio.

    O senador disse ainda que é “inaceitável que Bolsonaro tenha sido levado a um hospital apenas 24 horas após o acidente” e que não há condição de o ex-presidente ficar sozinho durante a noite em uma cela trancada sem acompanhamento contínuo.

    “Bolsonaro poderia ter sido encontrado morto pela manhã. É essa a torcida de Moraes contra Bolsonaro?”, questionou Flávio.

     

    Além de declarar nula a sindicância instaurada pelo Conselho, o ministro do STF proibiu qualquer procedimento semelhante da entidade, tanto no âmbito nacional quanto estadual. 

    “É flagrante a legalidade e a ausência de competência correcional do Conselho Federal de Medicina em relação à Polícia Federal”, escreveu Moraes, citando “desvio de finalidade” e “total ignorância dos fatos”.

    O ministro determinou ainda que a Polícia Federal colete depoimento do presidente do CFM em um prazo de 10 dias e ordenou que o Hospital DF Star encaminhe, em até 24 horas, todos os laudos e exames médicos de Jair Bolsonaro.