Flávio Bolsonaro e políticos da Bahia homenageiam Netinho

    Bruno Reis, ACM Neto, Geraldo Júnior, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro prestaram homenagens ao cantor baiano

    Foto: reprodução redes sociais

    A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, nesta terça-feira (13),rovocou manifestações de pesar entre políticosde diferentes correntes políticas. Conhecido por sucessos como “Milla”, o artista estava internado no Hospital Aliança Star desde o fim de setembro, após a recidiva de um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático.

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), destacou a contribuição de Netinho para a música baiana e para o Carnaval da capital.

    “Salvador se despede de um artista que faz parte da história da nossa música e do nosso Carnaval. Netinho foi um dos grandes responsáveis por levar a alegria e a energia da Bahia para o Brasil e para o mundo, embalando gerações com canções que se tornaram eternas”, escreveu.

     

    O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, também lamentou a morte do artista. Em nota, ele afirmou ter recebido a notícia com “muita tristeza” e ressaltou a trajetória do cantor.

    “Com seu talento, carisma e energia, Netinho conquistou o Brasil e levou a música baiana para diferentes partes do mundo. Sucessos como ‘Milla’ se tornaram hinos da nossa música e permanecem na memória afetiva de milhões de pessoas que participaram do Carnaval de Salvador ou em outras cidades”, declarou.

    Quem também prestou homenagem a Netinho foi o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB). Em uma publicação nas redes sociais, o emedebista destacou a importância do cantor para a Axé Music.

    “Grande nome do Axé Music e artista que levou a alegria da Bahia para o Brasil. Suas canções marcaram gerações e fazem parte da nossa história. Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs. Que Deus conforte a todos”, escreveu no X.

     

    Homenagens do Bolsonarismo

    A morte de Netinho também repercutiu entre aliados do bolsonarismo, campo político com o qual o cantor se identificava publicamente nos últimos anos.

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. “Que Deus o receba em sua eterna bondade. Descanse em paz, Netinho”, escreveu.

     

    A deputada federal eleita Raissa Soares (PL) também prestou solidariedade aos familiares, amigos e fãs do artista. “Sua música fez parte da vida de tantos brasileiros, e sua coragem de defender aquilo em que acreditava merece ser lembrada. Que Deus os sustente nesta despedida. Vá em paz, patriota”, publicou.

     

    O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), também lamentou a morte de Netinho. Em publicação no X, o parlamentar prestou homenagem ao artista, referindo-se a ele como “um dos grandes nomes do axé”.

    Carreira musical e atuação política

    Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho se tornou um dos nomes conhecidos da Axé Music nos anos 1990. À frente da Banda Beijo e, posteriormente, em carreira solo, conquistou o público com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca” e “A Vida É Festa”.

    Além da trajetória artística, o cantor ganhou projeção pelo posicionamento político. Declarado apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, participou de manifestações conservadoras e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL nas eleições de 2022, mas não foi eleito.

    Em 2021, Netinho participou de um ato pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, onde cantou “Milla”. A apresentação gerou reação do compositor Manno Góes, que criticou o uso da música na manifestação e afirmou que buscaria medidas judiciais para retirar os vídeos do evento.

    Em julho de 2020, o cantor também esteve com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em Brasília, ocasião em que os dois cantaram juntos.

    Netinho enfrentava o linfoma não Hodgkin desde 2025. Após uma melhora inicial, anunciou a recidiva da doença em 2026 e retomou o tratamento. Ele estava internado em Salvador desde o fim de setembro.