Flávio Bolsonaro propõe pagamento por hora em alternativa à escala 6×1

    Foto: Reprodução/TV Globo

    O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu neste domingo (30) uma alternativa à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o senador, a ideia seria permitir maior flexibilidade na jornada, com remuneração calculada de acordo com as horas efetivamente trabalhadas.

    A declaração ocorreu após um encontro com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em São Paulo. Ao falar com jornalistas, Flávio afirmou que pretende dar ao trabalhador mais autonomia para definir sua carga horária.

    A proposta apresentada pelo candidato prevê a manutenção dos direitos trabalhistas, mas com pagamento proporcional ao número de horas trabalhadas. Na avaliação dele, o modelo poderia atender pessoas que não conseguem cumprir uma jornada tradicional de sete ou oito horas diárias.

    Flávio citou como exemplo mulheres que precisam conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos e, por isso, teriam disponibilidade para trabalhar durante períodos menores do dia.

    “Tem muita mulher, por exemplo, que não tem condição de trabalhar oito ou sete horas por dia, pode trabalhar só quatro horas porque não tem com quem deixar seus filhos”, afirmou.

    Lula defende fim da escala 6×1

    A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou força na campanha eleitoral após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defender a aprovação da proposta.

    Durante o evento “Mulheres com Lula”, realizado no sábado (29), em Belo Horizonte (MG), Lula afirmou que a votação para reduzir a jornada e acabar com a escala 6×1 deve avançar nesta semana.

    A Proposta de Emenda à Constituição está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e tem análise prevista para quarta-feira (2).

    Se passar pela comissão, o texto ainda precisará ser submetido ao Plenário do Senado. Para uma PEC ser aprovada, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação.

    A expectativa do governo é acelerar a tramitação e tentar levar a matéria ao Plenário ainda no mesmo dia da análise pela CCJ.