Flávio diz que Lula reajustou Bolsa Família para ‘comprar votos’

    Flávio Bolsonaro acusa Lula de reajustar o Bolsa Família por motivos eleitorais e chama aumento de ‘ato de desespero’

    Foto :Carlos Moura/Agência Senado - Ricardo Stuckert

    O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter reajustado o Bolsa Família por motivos eleitorais. A declaração foi feita neste sábado (19), durante um ato de campanha em Joinville, em Santa Catarina.

    Flávio classificou o aumento como um “ato de desespero” e afirmou que Lula estaria tentando conquistar votos entre os beneficiários do programa.

    “O desespero está tão grande que o Lula fez uma confissão nos últimos dias. Num ato de desespero, ele aumentou o Bolsa Família. Ele deu a prova de que ele não pensa no povo brasileiro. Ele só pensa nele”, afirmou o candidato.

    O reajuste de 15,04% foi anunciado pelo governo federal na quinta-feira (17). Com isso, o valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o percentual corresponde à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026 e representa a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa.

    Crítica e comparação com 2022

    Durante o discurso, Flávio também relacionou o reajuste à perda de poder de compra provocada pela inflação. Segundo ele, o governo “gasta muito, aumenta a inflação” e os atuais R$ 600 já não têm o mesmo poder de compra.

    “O valor não compra mais nada hoje. Não consegue encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, afirmou.

    A declaração ocorreu em um contexto semelhante ao de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL), então presidente e candidato à reeleição, ampliou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. O aumento de 50% começou a ser pago em agosto daquele ano e tinha validade até dezembro. Durante a campanha, Bolsonaro passou a defender a manutenção permanente do benefício em R$ 600.

    Apesar das críticas ao reajuste anunciado pelo governo Lula, Flávio afirmou, segundo relatos da imprensa sobre o ato, que pretende manter o novo valor caso seja eleito.