‘Fugir é coisa de gente menor’, diz Wagner ao comparar Zambelli e Lula

    Senador destaca que o atual presidente enfrentou a Justiça brasileira enquanto a deputada federal optou por deixar o país

    Foto: Vitor Pereira/bahia.ba

    O senador Jaques Wagner (PT) compara o comportamento da deputada federal Carla Zambelli (PL), que recentemente deixou o Brasil após o ministro do STF Alexandre de Moraes decretar sua prisão preventiva, ao período em que o atual presidente Lula (PT) esteve preso em 2018 e se entregou à Polícia Federal.

    “Na época em que havia a ameaça de o presidente Lula ser injustamente preso — tanto que, depois, foi proclamada a inocência dele — vários amigos ofereceram a ele asilo político em embaixadas aqui em Brasília. E ele disse: ‘Não. Eu vou enfrentar a decisão da Justiça brasileira.’ Essa é a grande diferença”, alfineta Wagner, durante evento de ampliação do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, nesta quinta-feira (5).

    Após a assessoria de Zambelli informar que a deputada está na Flórida (Estados Unidos), o senador volta a comparar o comportamento de Lula, que havia afirmado que só sairia da cadeia quando fosse “declarada a minha efetiva inocência”.

    “Para quem viu a entrevista dele hoje na França, ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, é impressionante. Um cara que vai fazer 80 anos, malha todo dia, anda quilômetros na esteira e depois pega peso. E estava lá, depois de uma viagem longa, com a diferença de fuso horário, falando como um menino”, pontua Wagner em referência à viagem diplomática de Lula, que ocorre nesta semana, para a primeira visita de Estado de um presidente brasileiro ao país europeu desde 2012, com o objetivo de “fortalecer a relação” entre ambas as nações.

    “Então, eu não tenho dúvida de que a gente está bem. Agora, a decisão de cada um, da Zambelli de fugir, do Eduardo Bolsonaro de fugir ou de outros fugirem para falar mal do Brasil lá fora, isso é coisa de gente menor. Porque eu posso discordar do governo anterior, antes do presidente Lula, mas eu nunca fui lá fora falar mal do Brasil”, conclui o senador baiano.